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[Opiniões] - "DeMalibu, Com Amor", de Elizabeth Adler






Sinopse

Quando o detetive privado das estrelas de cinema, Mac Reilly, ouve o grito de uma mulher a sobrepor-se ao ruído das ondas a rebentar, a sua vida altera-se para sempre. Uma bela mulher perturbada envergando apenas um negligée preto de renda à porta de uma fabulosa casa de praia aponta-lhe uma arma. Mac escapa à bala, mas por pouco. Quem é aquela mulher? Dias depois já desapareceu e a Smith & Wesson com que quase o matou aparece no carro dele. Praticamente ao mesmo tempo, Allie Ray, estrela do grande ecrã e namoradinha da América, desaparece também. As duas mulheres estão relacionadas e Mac vê-se de repente envolvido numa teia de enganos. Vai precisar de ajuda para conseguir apurar toda a verdade. É by Text-Enhance">aqui que entra em cena Sunny Alvarez. Sunny e Mac têm uma relação marcada por alguns arrufos. Ultimamente, muitos arrufos. Mas agora ele precisa dela mais do que nunca. Juntos iniciam uma perseguição que os levará da Califórnia do Sul até às praias do México, das ruas de Roma até às zonas rurais de França. Mantêm-se um passo atrás de um assassino esquivo e um passo à frente de uma atriz que só quer desaparecer...

Opinião

Tomei conhecimento deste livro by Text-Enhance">através da divulgação de outros blogues. Os que lêem as opiniões que formulo, sabem que dou primazia à capa e à sinopse e ambas agradaram-me soberanamente. Aliás, as capas portuguesas desta autora são simplesmente “de comer e chorar por mais”.

Os capítulos pequenos permitem uma leitura rápida, mas confesso que demorei um pouco mais do que habitual. Pura e simplesmente, por preguiça.

Adorei as descrições leves sobre os locais geográficos paradísiacos (Malibu, França, Itália…) e as personagens. Já tive o prazer de ir a Paris, mas também adorava ir até Itália e Los Angeles, neste caso, Malibu (ok, se pudesse, viajaria para todo o lado! Quem não o faria, não é?) e comprovar com os meus próprios olhos o glamour de que tanto falam.

Gostei da relação de Mac Reilly e Sunny Alvarez, que apesar de romântica, tem as suas picardias bem realçadas. Sunny espera, de uma forma obsessivamente engraçada, que Mac se decida a avançar na relação, mas neste caso, o ditado popular “Quem espera sempre alcança” não se aplica. Pelo contrário, “Quem espera, desespera” assenta que nem uma luva.

O casal vê-se envolvido numa trama, na qual também figuram, Allie Ray, a “namoradinha da América”, o seu marido, Ron Perrin e a mulher misteriosa que aponta a arma a Mac. Adorei as personagens Ron e Allie e notei no blogue “As Histórias de Elphaba” que a administradora referiu que “após uma breve pesquisa por curiosidade, verifiquei fazerem parte de outros romances já publicados pela autora, o que faz todo o sentido.”. Isto ainda me deixou mais curiosa. A vocês, não?

Outro ponto que me fez gostar ainda mais da autora foi o facto de não rondar apenas os investigadores principais, Mac e Sunny. Ao longo do by Text-Enhance">livro, foi alternando, entre os capítulos, os passos de todas as personagens, tendo o cuidado de não revelar em demasia.

O estilo da escrita da autora é descritiva q.b., dotada de diálogos cómicos, atrevidos, sérios, com suspense e alguns que nos fazem pensar na nossa existência. Estes últimos, passo a explicar melhor. A vida de uma pessoa famosa não é caracterizada unicamente pela fachada de “conto de fadas” que fazem questão de transparecer ao público. by Text-Enhance">Tão depressa pode ser repleta da brilhantina do sucesso, como do vazio, pelo qual, a solidão de uma vida sem qualquer privacidade é responsável. E a determinada altura, por desespero, acredito que as figuras públicas ponderem sobre questões existenciais e prefiram o anonimato, como se verifica na história.

Houve um aspecto que me intrigou e desiludiu um pouco, ao mesmo tempo. A sinopse refere um assassino e apenas no último terço do livro vemos isso a acontecer. Isso despertou-me a curiosidade, mas houve alturas em que fiquei aborrecida por não ver um maior desenvolvimento desse aspecto. Entendi por que assim foi e admito que o meu desagrado talvez se deva à minha impaciência e curiosidade desmedidas. Vou pegar nas palavras da Isabel, de uma conversa que tivemos, este romance tem ainda uma componente que o torna mais desejável que não se vê muito nos seus outros romances: a investigação e suspense.

Gostei do desfecho da história. Lembrei-me agora da máxima “tudo está bem quando acaba bem”. Ora, não vou revelar o final, mas embora não tenha sido pesaroso para as personagens principais, é óbvio que algumas não escaparam incólumes e intocáveis. E mais, não digo.

Nota: Também disponível n'Os Livros Nossos

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