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[Opiniões] - "Eu + Tu = 1", de Paula Santos


Sinopse:

O "eu+tu=1"é uma comédia romântica, que pelo meio aborda vários temas atuais da nossa sociedade, tais como a preocupação excessiva com a aparência, a “mania” de imitar os famosos, os problemas familiares e como muitas vezes se escolhe fugir deles, ao invés de enfrentá-los e a maneira, nem sempre correta, como frequentemente a comunicação social retrata a vida das pessoas.
Este livro conta-nos a história de Maria, maquilhadora num estúdio de televisão, que leva uma vida perfeitamente normal e está a recuperar de um desgosto amoroso, quando conhece um ator português internacionalmente famoso (e não, não é o Joaquim de Almeida!) e as suas aventuras e desventuras para lutarem pelo seu amor.
O que esse ator não sabe é que Maria tem um segredo na sua vida, que só a sua melhor amiga conhece e que a impede de ser feliz.
Pelo meio, vê-se envolvida em mentiras, desilusões, embaraços, alegrias e muitas mais situações, que vão levar o leitor a não querer pousar o livro antes de chegar à última página!

Opinião:

Aiai… li este livro em menos de cinco horas (eu sou muito lenta a ler, ok?? O livro não é maçador, tem 168 páginas!) e nem sei bem por onde começar…
Adorei o livro, caramba! De tal forma, que vim logo escrever a opinião (São 2h da madrugada de Domingo, 19). Ainda sinto o coração a bater desenfreadamente e o rosto manchado pelas lágrimas enquanto escrevo isto (O que querem? Sou uma romântica incurável, mas lamechas, não! Acreditem, estou a ser sincera e não a tentar escrever uma opinião toda bonitinha, cheia de pós prilimpimpim só por ser da nossa chancela Alfarroba! Eu sou sincera, independentemente da editora. Ou, pelo menos, tento sê-lo. Digo o que gosto e o que não gosto.).
Penso que a sinopse diz tudo, por isso não vou estender ainda mais a opinião a contar isso. Por um lado, dei por mim a rir de forma descontrolada (num tom extraordinariamente alto), com a minha mãe e o meu irmão a olharem para mim como quem diz “Foi desta. Entregou-se à loucura!”. Por outro, dei por mim a roer as unhas e a chorar desalmadamente, tal Madalena arrependida! Paula Santos, ora diverte-nos com diálogos (e monólogos, devo dizer) divertidos, ora põe-nos a chorar com as cenas mais comoventes e apaixonantes!
Há muito que não me divertia com um livro assim de uma portuguesa. Foi-me emprestado pela Isabel, mas assim que puder, vou comprá-lo, pois nos momentos tristes, este livro é uma verdadeira lufada de ar fresco! Devo dizer que desconfiei da sinopse, pareceu-me uma história banal (ah, mas esqueçam lá isso, eu ainda ligo aos preconceitos que crio sobre os livros? Parece inevitável, mas os preconceitos têm-me saído todos ao lado – e ainda bem!). É um conto de by fadas à portuguesa…
A narrativa, toda ela, é impregnada com muito humor e ironia e a autora tem uma escrita muito fluída. Como escreveu a historia na primeira pessoa, parece estar a falar directamente com o leitor, com a personagem principal a dirigir-se-nos com perguntas como “Eu não vos avisei?”. Isso permitiu estabelecer uma ligação directa com o leitor e resultou muito bem. Gostei muito do estilo da autora.
As personagens estão em constante movimento, o que torna a acção tudo menos aborrecida, e só nos incentiva a continuar. Talvez tenha perdido (um pouco) a força nas últimas páginas, em termos de acção e movimento, mas foi rematado por um final delicioso. A autora não esqueceu os diálogos, que ficaram bem construídos. Já os monólogos interiores, devo dizer, ficaram surpreendentes. Com muita carga emotiva, tanto positiva (felicidade e humor) como negativa (medos e inseguranças).
Adorei as referências às zonas de Lisboa, intercalando com as belas zonas de Sintra e do Algarve. O uso de expressões engraçadas tornou a narrativa mais fresca! Para ilustrar, vou deixar aqui um exemplo, por isso, quem não quiser saber, passe para o parágrafo seguinte, por favor: “- Hã? É que… li numa revista. – Olha a deusa da sabedoria! Olá! Já não a via há alguns dias!”. Faz-me lembrar de uma amiga e colega de faculdade que, curiosamente, tem o mesmo nome próprio!
É uma autêntica lição que nos ensina que devemos aproveitar as oportunidades e deixar as mágoas onde elas realmente pertencem: ao passado e seguir o que nos dita o coração.
E durante toda a leitura não é que “o sorriso palerma… não me saia da cara!”? Eu só pensava para comigo o excelente filme português que esta narrativa não daria… Alguém por aí a ler-me com contactos? Por favor, o povo precisa de se rir mais (para desgraças, já basta a vida real) e este livro é uma óptima aposta para o cinema português! Digo-o, na minha condição de amante de cinema (amante, não expert, atenção!). Adoraria ver este livro em filme!
Novamente, digo e com toda a sinceridade, foi uma excelente aposta da Alfarroba! É uma comédia portuguesa a não perder! Parabéns, Paula Santos, adorei! “É de gargalhar e chorar por mais!”.

Nota: Disponível n'Os Livros Nossos

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