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[Opiniões] - "A Culpa é das Estrelas" de John Green



Sinopse: Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.


Passagens favoritas: 

“Chegará uma época – disse eu - em que todos nós estaremos mortos. Todos. Chegará uma época em que não restarão seres humanos para recordar que alguém sequer existiu ou que a nossa espécie alguma vez fez alguma coisa. Não sobrará ninguém nem para recordar Aristóteles ou Cléopatra, quanto mais a ti. Tudo o que fizemos e construímos e escrevemos e pensámos será esquecido, e tudo isto – fiz um gesto envolvente – terá sido em vão.”

“O meu livro preferido, de longe, era Uma Aflição Imperiosa, mas eu não gostava de falar nele a ninguém. Por vezes, lemos um livro que nos enche de um estranho fervor entusiasta evangélico e convencemo-nos de que o mundo desfeito nunca mais se recomporá, a menos que e até que todos os humanos vivos leiam o livro. E depois existem livros como Uma Aflição Imperiosa, acerca dos quais não podemos falar a ninguém, livros tão especiais e raros e nossos, que publicitar o nosso afeto dá a sensação de ser uma traição.”

"Contra o que é que estou em guerra? Contra o meu Cancro. E o que é o meu cancro? O meu cancro sou eu. Os tumores são feitos de mim. São tão feitos de mim como o meu cérebro e o meu coração são feitos de mim. É uma guerra civil, Hazel Grace, com um vencedor anunciado."


Opinião

Foi por ler tão boas opiniões que comprei e li este livro. Já o li há quase duas semanas. E ainda não sei o que sinto em relação a ele. Sei que chorei, que ri e que fiquei com sorrisos idiotas na cara. Sei que adorei o léxico de John Green. Sei que adorei as personagens e a história de amor. Sei tudo isso e não sei como dizer e passar para o papel/pc.

Sei que gostei ainda mais por não ser “lamechas”. Lembro-me de ter pensado que apesar de falar sobre cancro, “não é um livro sobre cancro, porque os livros sobre cancro não valem nada.” (pág. 46). É um livro sobre circunstâncias da vida, sobre o amor e amizade, sobre a juventude e a resiliência. Sobre viver um dia de cada vez e aproveitar o que ela nos dá. Sobre perseguir os nossos sonhos e alimentar a esperança de um amanhã, mesmo que esse, neste caso, fosse cada vez mais incerto. 

O cancro sempre foi, é e será um tema sensível. Todas as pessoas que foram afectadas, directa e/ou indirectamente, por esta doença sabem o quão difícil é. As palavras certas que ansiamos por ter na ponta da língua e não temos. As lágrimas que tentamos, em vão, segurar. A força que nos esforçamos por transmitir... O muito que tentamos fazer para assegurar que os últimos dias seja melhores e que nos parece sempre pouco... É difícil, mas John Green é brilhante. Eu sempre disse que tudo depende da percepção que temos das coisas. A forma como Green descreve e escreve as situações deixa-nos comovidos. Não por ser “lamechas”, mas por ser profundo. A escrita de Green é dotada de uma enorme profundidade emocional.

Gostei das personagens principais, Hazel e Augustus. Cada uma é especial à sua maneira. Fiquei presa às palavras que ambos proferiram. Tão jovens e já tão maduros e com a sabedoria que poucos possuem...

O final foi o que mais me deliciou. Sabemos que Hazel é doente terminal e sabemos que ela vai acabar, eventualmente, por morrer. Não quero deixar aqui spoiler nenhum, só tenho a dizer que o final foi emotivo e brilhante e foi a parte em que chorei mais... 

Comments

  1. Não concordo quando dizes que não conseguiste exprimir o que sentiste. Acho que está muito perceptível o que sentiste com este livro, que te tocou de uma forma que outros não tocaram. E concordo absolutamente contigo.
    Desculpa desde já, acrescentar palavras ao teus comentários! :P Às vezes sou tão distraída e depois só digo parvoíces. ahahah *kill me now*
    É um livro brilhante mesmo. :']

    um beijinho, Ray*

    ReplyDelete
    Replies
    1. Tomara então eu que tivesse conseguido exprimir-me melhor ainda...!

      Uma pessoa que gosta de escrever ficar sem palavras! Existe algo mais irónico? :P

      E quanto ao acrescentar palavras aos meus comentários, é na boa!! Acontece! ;)) Eu também sou assim, distraída!

      beijinho*

      Delete
    2. Podes crer. Também sinto que é uma situação irónica, quando há alguma opinião que me é mais difícil de escrever! o.O

      **

      Delete

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