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[Opiniões] "A Maldição do Tigre" de Colleen Houck

Ver a sinopse e o primeiro capítulo, aqui

"Aqueles olhos! São hipnotizantes. Olham fixamente para mim, quase como se me estivessem a examinar a alma."

Opinião

Depois das duas últimas opiniões, cujo feedback dos leitores foi muito positivo, eu só pensei "I feel so much pressure now. Ahhh!". Nah, estou a brincar. Vou continuar a fazer o que tenho feito: ser sincera comigo própria e fiel aos meus valores.

Quanto ao livro, já o li há mais de um mês e só agora tive realmente tempo para me debruçar sobre ele e dizer o que senti e pensei, aquando da sua leitura. Antes de mais, já viram bem a capa? É deslumbrante! Uma das melhores do género - na minha opinião. E a imagem não lhe faz justiça, devo dizer, pois a capa "real" está envolta num brilho incaracterístico, muito atraente ao olhar.

Confesso que comprei sem ponderar muito. Gostei da sinopse, da capa, das opiniões, et voilà, quando dei por mim, já tinha o livrinho debaixo do braço. E menos uns "euros" na carteira, mas foi por uma boa causa! Voltaria a fazê-lo.

A sinopse é bastante explícita, o que me agradou absolutamente. Aleluia! Quer dizer, lemos algumas que têm o objectivo de serem enigmáticas, mas há que saber produzi-las q.b. Nem muito, nem pouco. Quando leio aquele pedacinho de texto, quero saber por alto o que trata o livro, quero sonhar com a história e fazer mil e uma associações antes de começar a lê-lo e não uma descrição muito ou nada detalhada de uma personagem ou de uma situação e isto, infelizmente, é o que mais vemos acontecer. Contudo, a deste livro deixa-nos entusiasmados pelos ingredientes que contém: Maldição, Tigre e Cultura Indiana. Um triângulo perfeito. É preciso dizer mais? Lá terá de ser... :)

É um livro do género do Fantástico - género esse que eu adoro - e sobre uma das criaturas que, na minha opinião, mais grita "MAGIA". Não sei quanto a vocês, mas a verdade é que o Tigre Branco - este, em especial - desperta em mim o lado mais selvagem, mais aventureiro, mais irracional. Não sei o que faria se me visse em frente a um, provavelmente morreria de medo, mas gosto de os observar à distância e em fotografias. E, agora, de os seguir nos livros.

O Tigre, Ren, tem uma presença majestosa, de quase cortar a respiração. Esperem! Eu disse quase? Esqueçam. É mesmo de cortar a respiração. É tão dócil para com Kelsey que me faz derreter o coraçãozinho. É claro que não é um simples tigre, mas mesmo assim... Adorei. E aqueles olhos cor de cobalto? Nunca antes tinha ouvido esta expressão, mas realmente é uma cor espantosa. E uma das que mais adoro.   

A forma como Colleen escreve aquece-nos verdadeiramente o coração, é só o que tenho a dizer. E o Tigre aliado à cultura indiana resultou numa combinação explosiva muito interessante. Boa, Colleen!

O início é forte e misterioso e impulsiona-nos a ler mais páginas. As personagens principais foram bem construídas e têm personalidade. Têm o seu propósito e cumprem-no. Não aceitam um "não" sem lutarem pelo que querem. A Kelsey então quando tem de se chatear com o seu tigre, chateia-se! Hajam personagens "reais"! Outro aleluia!

Adorei a menção a algumas lendas indianas - não sei se são verdadeiras, devem ser, mas gostei - e, principalmente, de a autora ter um dom inato de nos deixar com água na boca com a descrição das iguarias gastronómicas. Colleen deu muita importância  ao gourmet e os pratos que descreveu - americanos e indianos - devem ser de comer e chorar por mais! São quase 3h da manhã e não imaginam a água que me cresceu na boca só por estar a escrever isto!

Ainda falando da cultura indiana, fiquei babada pelos nomes carinhosos com que Ren se dirigiu a Kelsey. A minha preferida é rajkumari. Não é sexy isto? Oh pá, é mesmo! Significa princesa em indiano. Rapazes, façam-nos um favor, esqueçam o princesa, o querida, o amor/amorzinho e o bebé! Tudo isso está out! Rajkumari - e outras expressões indianas - é que está a dar!

Adorei especialmente as últimas cem páginas. Lembro-me de rir e gargalhar às tantas da noite, enquanto lia. Desde o princípio que os diálogos são muito divertidos, mas nas últimas páginas são dotados de um maior sarcasmo, por parte de Kelsey e exaspero, por parte de Ren. São dois casmurros, são o que são! É óbvio que adorei - e suspirei pelo - romance entre eles! O pouco que houve neste volume. Houve muitas cenas fofinhas, mas não muito desenvolvidas! Quer dizer, o rapaz esteve num corpo de tigre por séculos, não é? A timidez ainda não lhe saiu do corpinho! É normal mas penso que os leitores ficam a sonhar por mais e mais e mais. Não é justo!

Fiquei emocionada pelo final. Não vou revelar pormenores, mas só digo que quero o segundo. Queria-o já, agorinha mesmo! Mas como ainda não saiu, só me resta esperar e... sonhar. 

E, para terminar, gostava de mencionar dois pormenores em relação ao livro (não são spoilers). O primeiro é que a transformação tigre-humano e vice-versa me fez lembrar de um grande filme, A Mulher Falcão, protagonizado por Michelle Pfeiffer. A limitação de Ren em permanecer humano por um breve período de tempo é tocante. Já imaginaram? Querer falar e dizer as coisas que se sente no calor do momento e esperar horas e horas para as dizer? Querer abraçar a pessoa, beijá-la, aconchegá-la e não poder? E a segunda é sobre as cenas de acção e aventura que associei a Indiana Jones! Muito, muito boas! Alucinantes!

Aconselho o livro, sem reservas. Adorei mesmo cada palavra.

***

E vão dois. Este é o segundo livro a que atribuí 5 Estrelas no Goodreads. O primeiro foi o da Carla M. Soares, Alma Rebelde, curiosamente também editado pela Porto Editora. Podem ler a minha opinião sobre ele, aqui.

Comments

  1. Oh pshiu, você tem goodreads e não dizia nada? fáshabor de me fornecer o seu username!

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