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[Opiniões] - "A Feiticeira da Mente", de Ana Crisóstomo

Ganhei este livro por ter sido fã do mês de Agosto no facebook do “Tertúlias”. O último em que podia ter ganho, visto que, a partir dessa altura, passei a colaborar neste cantinho periodicamente. Que grande sorte! Por isso, agradeço à Ni e à Chiado Editora, pela oportunidade. 
Adoro o género fantástico e confesso que estava curiosa em relação a este livro. Sendo eu uma aluna de Psicologia, o título “Feiticeira da Mente” puxou por mim. 
Antes de continuar, quero rectificar uma situação que reparei no site da editora. A sinopse refere que a personagem principal - Ana Vichenstein - tem 15 anos. Na realidade, Ana tem 13. Assim que me vi com o livro nas mãos e o revirei para ler mais atentamente a sinopse, reparei logo nisso. Fiquei também na dúvida em relação ao nome da autora, Crisóstomo, pois já vi da forma como escrevi e Crisóstemo. Não sei qual deles está correcto.
Admito que a capa não puxou muito por mim, ou pelo menos a cor predominante, mas entendo porque a escolheram. Afinal uma das associações mais directas que fazemos à feitiçaria é a esta cor. Pelo menos, eu faço. Mas, mesmo assim, continuo a não simpatizar com a cor escarrapachada na capa.
Em relação à história, esta desenrola-se num ambiente escolar, numa escola mista, com alunos feiticeiros e não-feiticeiros. Existem três tipos de feiticeiros: os da mente, os que detém o poder nas mãos e os da varinha. Ana e Vicktor são as personagens principais e são ambos do primeiro tipo. São também namorados, com uma diferença de três anos. Apesar da tenra idade, Ana é muito poderosa e Pedro, antagonista e seu primo, tenciona iludi-la e seduzi-la para o seu lado, pois os seus poderes ser-lhe-iam de uma mais-valia. Para mais informações sobre a sinopse, podem ler aqui.
Confesso que, no início, senti-me desmotivada para ler, pois reparei que o público-alvo a que se destinava era, essencialmente, juvenil. Estava a preparar-me para desistir da leitura quando me empolguei a sério. Apercebi-me de que tinha algumas parecenças com Harry Potter e Hogwarts. Apenas algumas e isso foi o bastante para me prender e ficar a magicar na história ao longo dos dois dias e meio que levei para a ler. E noites, devo acrescentar!
A escrita é simples, às vezes demasiado, mas fluída. Um nada repetitiva e é verdade que tem algumas gralhas que fizeram revirar os olhos. Não me considero exímia na língua, como já referi algumas vezes, mas são erros que são facilmente detectados. Nada que uma revisão antes da próxima edição, se a houver, não resolva!
Posso dizer que gostei da história, não obstante ser dirigida a um público-alvo mais jovem. Gostei do romance entre Ana e Vicktor, apesar de ter franzido o nariz à idade de Ana, mas isso deve ser a velha em mim a falar. Ignorem! Alguns diálogos foram um pouco infantis – para mim, volto a repetir – mas alguns foram também divertidos, irónicos, sérios e alguns dotados de uma sensibilidade emocional a que não consegui ficar indiferente. Para mim, as personagens ganham vida e estas são, de facto, maduras. Mesmo tendo dito isto, algumas atitudes e diálogos foram típicos da idade: mudavam de ideias rapidamente, algumas lamechices entre Ana e Vicktor, etc.
As cenas de acção foram muito rápidas e tornou-se difícil acompanhá-las pela a ausência de detalhes ou pela sequência pouco organizada/delineada dos acontecimentos. Contudo, isso não me impediu de ler avidamente os parágrafos seguintes. 
Um outro pormenor que me agradou foram os locais da acção: Sintra, Cascais e Lisboa. E viva o que é português! Bela escolha, Ana... Sintra é uma vila lindíssima (e lá estou eu a gabar a minha localidade!).
Fiquei emocionada com o final. Foi algo inesperado. Algo agridoce. Decepcionou-me um bocadinho, para ser sincera. Mas, hey, nem sempre podemos ter o happy ending de que estávamos à espera! Primou pela diferença e pela ausência de cliché. Poderia facilmente haver um segundo volume. Há? Acho que poderemos descobrir em breve. 
Aconselho o livro, principalmente, a um público mais jovem. Contudo, apesar dos meus 21 anos, ri, gargalhei, chorei e obcequei. Apesar dos pormenores menos positivos que referi – que visam apenas ajudar e nunca derrubar a autora – gostei mesmo da história e anseio por uma continuação. 
Ivonne (Ray*)

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