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"Amor e Enganos", de Julia Quinn

Amor e Enganos (Bridgertons, #3)Título Original: An offer from a gentleman (Bridgertons 3#)
Título em pt: Amor e Enganos (Série Bridgertons 3#)
Editora/Edição: ASA/Abril de 2013
Páginas: 384
Sinopse: Goodreads
Amor e Enganos foi uma aposta segura depois da minha última leitura (opinião aqui, se estiverem interessados). Já disse na opinião do segundo volume desta série: ler Julia Quinn é como estar em casa, é uma sensação de 'lar, doce lar', de ser acarinhada. É tão fácil gostar das personagens criadas por esta autora que se não gostasse tanto seria caso para me envergonhar.
Ao contrário dos dois primeiros, este não segue a mesma linha. Tem a história da cinderela uma vez mais reciclada e, embora não acredite n'Ele, Deus sabe que na semana passada li um livro com a mesma reciclagem e não gostei nadinha, só o final lhe valeu (a título de curiosidade foi O Beijo Encantado, de Eloisa James). No entanto, o 'mesmo' conto de fadas escrito por duas autoras diferentes mudou tudo. Julia Quinn é uma senhora, uma mestre na área, cada vez estou mais certa. Posso estar a exagerar, mas que posso dizer? Adoro esta mulher. Põe-me o coração aos saltos cada vez que meto a vista em cima dos seus livros. Só de imaginar que o 4# sairá no fim de Janeiro... 
Relativamente à história, como já disse, a autora reciclou a história da madrasta má e das duas meias-irmãs rabugentas, uma mais simpática do que a outra. A cinderela da história é Sophie Becket, que teve a oportunidade de viver o sonho, num Baile de Máscaras, com o Bridgerton Nº 2, como é chamado pela sociedade, ou Benedict como prefere ser tratado e reconhecido. 
Sophie é a graça, o riso, a alegria, a lufada de ar fresco que Benedict precisava... mas ela é uma criada e desaparece e... o destino juntou-os para os voltar a separar... para os voltar a juntar? Parece troçar dos que dele dependem, este destino. Só no final se sabe o que ele decide. 
É interessante ver como numa sociedade em que o que mais importava era a defesa da honra e da integridade e, inevitavelmente, das aparências como a culpa corrói ambos os lados da moeda. Sophie, por sentir que não merece ascender e por pensar que sabe onde é o seu lugar. Benedict, por ficar à espera da donzela do Baile de Máscaras e por não querer colocar o nome da familia no centro do escândalo e da boca da coscuvilheiraLady Whistledown. 
Entre avanços e arrecuas, entre cenas de amor intensas e cenas de puro carinho, a história de amor de Sophie e Benedict fez-me suspirar e o coração tão pequenino e grande que julguei que fosse desaparecer. 
Não estava à espera do rumo de alguns acontecimentos, principalmente do salto temporal logo ao início. Fiquei com o coração nas mãos, completamente sequiosa para saber como se iria desenrolar a acção. Lamechas uma vez, lamechas sempre (podem confirmar pela opinião do volume anterior, aqui)
A coscuvilheira e as suas crónicas continuam em alta, sempre a meter achas para a fogueira para que ela nunca se apague. Que se atrevam a deixá-la sem lume, sem aquela chama que a faz saber tudo! Ah, como adoro esta mulher! Neste volume, vemos que tomou uma decisão ou, pelo menos, que está determinada em ser mais ela própria e menos Lady Whistledown. Pergunto-me quem será o 'ela própria' e o que a autora nos reservou... 
A Família Bridgerton fez com que me fosse deitar às tantas e só porque tinha uma consulta no dia seguinte. E fez com que me fosse deitar com um estúpido sorriso na cara, aquele de 'orelha a orelha', cuja expressão nunca tinha entendido até agora. De quê? De felicidade. Paixão. Saudade. Tristeza (mas da boa). De vazio, por ter de os deixar. São todos tão diferentes e tão simpáticos e fazem com que o leitor esqueça a realidade e se sinta parte da família. Creio que, até certo ponto, chegamos mesmo a fazer  parte, são tantas as gargalhadas, os suspiros, as lágrimas... é tanto o que se partilha com esta leitura. Será estúpido sentir isto por um livro? Não me sinto estúpida. 
Os sentimentos que me despertam são ainda mais atiçados por notar que a autora tem prazer em escrever e que esta é a sua paixão e, melhor ainda, a sua vocação. Digo eu... que sou uma simples leitora. 

13.01.2014
4,5*

Comments

  1. Esse é dos meus preferidos :D O segundo epílogo é sobre a ''irmã'' da Sophie ^^

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    Replies
    1. tenho de ler esses epílogos eeehh :P leste até qual (número 5#?)

      Delete
    2. #6 :D Lê os epílogos após leres os livros. Há epílogos que não interfere muito e há outros que se passam anos depois e tem spoilers de livros futuros :/

      Delete

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