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"Prazeres Proibidos", de Laura Lee Guhrke

Prazeres Proibidos (Guilty Series, #1)

Opinião

Para compensar a leitura anterior, agarrei-me a um livro que sabia que iria adorar. Ou talvez não e podia ter sido um tiro no escuro. Mas não foi, foi um tiro com pontaria, devo acrescentar. Esta série foi iniciada pelo 3#, A Cama da Paixão, do qual gostei muito e até acho que não teci opinião…
Seja como for, Laura Lee Guhrke figura no meu top de autoras do género de época/histórico. Tem sempre personagens fortes, diálogos carismáticos, um enredo fascinante e os elogios não param por aqui.
Esta história tem um início forte que me fez sofrer em antecipação, de ansiedade e excitação. Acho que o ser humano é inteligente o suficiente para já ter percebido o que acontece quando alguém desafia uma mulher e a humilha. Ela ergue-se e faz de tudo para provar que esse alguém está errado. É o que acontece com Daphne Wade, uma mulher contratada pelo Duque de Tremore para restaurar as peças que tem vindo a desenterrar na sua propriedade (e que tenciona expô-las num museu). Quando ouve o Duque a rebaixá-la, e embora suspire pelo patrão nas horas de trabalho, sabe que nada tem a perder.
Habituada a uma vida de aventura e descobertas, ao deserto e à arqueologia, Daphne não é uma mulher da alta sociedade, não é bonita e é até cheia de falhas, sendo a maior delas o facto de gostar de ser invisível. Pelo menos, aos olhos do Duque, que só tem interesse pelos seus conhecimentos na área da restauração. O trabalho de Daphne é indispensável para que as peças que o Duque tem desenterrado possam brilhar no museu que tenciona abrir.
Quando a irmã do Duque, Viola (protagonista do 3#), aparece, Daphne consegue nela, mesmo sem querer, uma aliada.
A arqueologia teria sido a minha área de eleição se – enfase aqui, com rufares de tambor, por favor – eu não tivesse sido parva ao ponto de ponderar com base nas saídas profissionais e possibilidade de futuro em Portugal. Quem envereda por esta área já deve saber de antemão que é difícil permanecer num só lugar. E que graça teria se o fizesse? Digo eu, que por não ter seguido a área, nada mais sei sobre ela.
Seja como for, a mudança de Daphne e a súbita compreensão de que nada tem a perder, fá-la dominar uma confiança que antes não detinha, ou, talvez, não transparecesse e o Duque fica cativado por nunca antes ter reparado nisso.
O romance tem de tudo um pouco, claro, como vem sendo habitual neste tipo de romances. Provocações, beijos roubados, cenas eróticas, conversas a puxar o sentimentalismo e o profundo, com toques de humor que nos arrebatam. Nunca, nunca, esquecendo os receios das personagens, o seu passado, como gostariam que fosse o futuro, etc.
Este volume tem ainda o pormenor da linguagem das flores, o que proporcionou um dos momentos mais divertidos que já tive o prazer de ler num livro. 
13.03.2014 
4*

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